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Just

Quando eu era criança eu abraçava as pessoas achando que assim podia sarar as suas dores. Os meus medos eram reais, embora não o fossem, porque pra mim eles existiam. Eu transbordava sinceridade, chorava e ria alto sem me preocupar se incomodava ou não, eu era fiel ao meu coração e a tudo que eu sentia. Eu brincava como se a vida fosse feita só de diversão, eu corria e minha energia nunca acabava e eu achava que podia correr até o fim do mundo. Eu não entendia porque as coisas eram tão complicadas, tudo era tão simples pra minha inocência! Eu era muito sensível e tudo me machucava muito, eu chorava pelas minhas dores e muito mais ainda pelas dores dos outros. Eu etendia muito mais as coisas e vida do que hoje...

children's actions

Ainda lembro a primeira vez que percebi que amar em atos exigia uma renúncia de nós mesmos pelo melhor do outro. Decidi dar os melhores pães que tinha a um mendigo que bateu á porta com fome, e depois vi que não teria outros pães pra comer senão os piores que restaram.

A dama saudade

Ela é alta e magra, uma silhueta desenhada á mão trêmula, tem ar pesado e seu gosto é amargo. Vê-la desanima e tocá-la dói, tal qual pele em contato com a brasa, ou coração entalado em uma garrafa. Nunca olha ninguém nos olhos, tem sempre o olhar por cima, pisa com cautela, mas ainda assim se ouve seus passos com clareza. Sua companhia é um impelir ás recordações mais doces,  aquelas guardadas com carinho no lugar mais bonito da nossa memória, são belas e transformam em beleza tudo á volta, beleza banhada com uma espessa camada de dor, mas daquelas dores que a gente chora sorrindo. As vezes a vejo e me encolho de temor, tento-a mandar embora, outras vezes simplesmente a deixo entrar, á vontade, entre senhorita Saudade, se acomode, coma e beba, pois se me visitas com intensidade e tantas vezes assim, é         porque o amor também vem muito aqui.                        ...
Dor que rasga qualquer sorriso, dor que confunde dor que resgata o sentido do que realmente faz sentido dor que impede se erguer que  não se pode compreender que zera qualquer querer O que aconteceu? fugiu do meu alcance? simplesmente desfaleceu... escapou dos meus dedos num só instante depois de tanto suportar, de enfrentar a razão e a emoção, de dar cara a tapa forte, fraca humana, sustentada, esquecida...não... sofrendo? sou o retrato da decepção Não há pior dor do que morrer e continuar vivendo

poema doce

um poema aqui, um doce ali um doce rimado, um poema adocicado um poema coberto de creme, que a gente come e se lambuza que a gente lê e se aguça um doce recheado de utopia que embale e sare nossa teimosa cardio-miopia um poema que faça chover açúcar colorido um doce pra cantarolar um poema doce pra te fazer sorrir aqui e acolá.

Sobre o novo do ano novo...

Desde criança que o dia 1 de janeiro é um dia meio triste, assim, meio vazio... um dia, digamos em tons de cinza. Estive pensando nisso há algum tempo, eu não entendia o motivo. Dia 31 de dezembro, pelo contrário, era um dia de festa, eu via tudo sempre como se fosse a ultima vez, as coisas tinham que ser diferentes, a comida, as musicas, de noite festa! Muita gente reunida, bebida, ceia, presentes, e aquele frio na barriga gigante ao ver os ponteiros marcarem 00:00, me emocionava com algo que não sabia o que era, era uma tempestade de sentimentos arteiros dentro de mim,  uma expectativa enorme, mas em que? eu não sabia... o fato de virar um ano era abstratamente fascinante pra mim... mas no dia seguinte, como ainda existissem todos aqueles sentimentos e as coisas fossem tão normais, sentia uma especie de frustração, e as coisas perdiam a graça de uma forma meio que abrupta. Depois de me questionar e me revoltar com isso kkkk, achei o ano novo uma bobagem, uma noite simpl...

Eis que Ele virá!

Desce, Emanuel, desce ás profundezas da minha alma!  Eis que Ele vem, o Senhor descerá à terra, se fará um de nós!!! Enfim, está prestes a ser revelado o plano de Amor do Pai...O plano magnífico para salvação dos seus amados filhos perdidos... Como os reis magos, estou eu a Te procurar, Menino, confesso que muitas vezes perco a estrela de vista, a estrela que é o Senhor, a Sua vontade santa, perfeita, e podendo ficar quieta, silenciando e esperando,confiando, rezando, me abandonando no silencio do Senhor,  eu resolvo ir com meus próprios entendimentos, minha razão, meus conhecimentos, e partindo comigo mesma de guia paro inúmeras vezes aos pés do perigo, aos pés de Herodes, de palácios que distam muito do Menino. Senhor, Tu que quisestes docemente se abaixar ás minhas condições, se encarnar no seio de Maria, vem habitar a minha vida e que somente Vós seja minha condução, meu sentido e meu viver!  Não tenho muito pra te dar, mas hoje a mirra que trago comigo são os...