Pular para o conteúdo principal

Para Sophia e Emanuel

[Trecho do conto inacabado e sem título]

Bem distante do barulho das cidades, havia escondido dentro de uma grande e linda floresta um reino bonito e colorido. Mesmo que alguém entrasse nessa floresta não conseguiria encontrar o reino, pois ele ficava escondido atrás de uma porta mágica que havia na maior e mais velha árvore. Mas também não era impossível entrar nesse reino, para fazer a porta mágica abrir só precisava ser criança.
                Nesse reino o sol sempre nascia brilhante, as nuvens pareciam gigantes algodões doces e viviam brincalhonas a flutuar para cá e para lá no imenso céu azul, as flores eram as mais perfumadas, e o canto dos pássaros tinham a mais doce melodia, tão doce como a voz de Júlia, uma camponesa que vivia com sua família numa casinha pequena e modesta. O pai Zacarias trabalhava no campo plantando e colhendo a comida da família, a mãe Rute fazia deliciosos doces para vender nas redondezas. Júlia tinha mais três irmãos, Leonardo, o mais velho que ajudava o pai no campo, Rosa que ainda era criança e João, que mal aprendera a andar. Júlia ajudava a mãe a vender as guloseimas e ainda cuidava dos dois irmãos menores. Despertava junto como sol, e nas primeiras horas do dia a moça já estava para lá e para cá a vender os doces, ia saltitando e cantando lindas canções, por onde passava a jovem encantava a todos com sua voz.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vazio

Não entendo muito de luz, geralmente ela me deixa confusa...mal posso enxergar, nem fora nem dentro. Não suporto a escuridão, me falta o ar, o pulsar não. Meia luz me dá sono. Meio escuro me dá medo. Muita luz só serve se eu a direcionar, voltada pra mim só traz dor. A falta dela me leva em qualquer direção. Um céu escuro com milhares de estrela, um céu nublado com o sol bem escondido. O que me assusta é a ausencia ou a presença? Uma presença ausente ou uma ausencia que se torna presente.
Sentia o cheiro do sal, do mar, ouvia o som das ondas, sentia o sol beijar minha pele, o vento fazia dançar os meus cabelos. Não sei quanto tempo passou enquanto eu vivia, talvez 5 minutos ou 5 dias, estava serena e sentia paz, mas aos poucos ouvia um ruído que se tornava mais frequente e mais agudo, o vento gemia, abri os olhos lentamente, as ondas quebravam com força na areia, de repente a areia foi envolvida por uma corrente de ar que a fez girar e subir, pensei em levantar, tentar socorrer a areia ou talvez acalmar o mar, pensei em dizer palavras agradaveis para o vento, mas percebi que não fazia sentido, a natureza precisava ser e eu precisava me reter, dei três passos pra trás, sentei novamente, fiquei observando o caos, ele não precisava me envolver, voltei à minha serenidade.

Dias 4

Quando o céu está cinza chumbo, com nuvens pesadas, a brisa anuncia a chuva e as gotas caem, fortes, pesadas, sinto meu coração se encher de paz, sinto essa brisa na minha alma. Nunca entendi porque, geralmente as pessoas gostam de céu azul e sol, até perguntei à minha mãe se nasci em dia de chuva, mas ela disse que quando eu nasci estava sol. Eu absolutamente amo a lua, sinto que temos a mesma essência, não sei explicar, amo os planetas, as galáxias, mas eu nasci de dia, meio dia e vinte pra ser mais específica. Dizem que tenho uma vibe doce, mas eu amo filmes de suspense e serial killers. Minha mãe faz o melhor bolo do mundo, mas eu prefiro pizza. Parece que sou feita de desencontros, de paradoxos, um mar revolto na profundidade e sereno na superfície, onde os barcos deslizam tranquilos no perigo. Passo em estações, como passa a água por todos os seus estados, seca, molhada, fria, dispersa, em movimento, nem todos me agradam.Passo ao meu próprio passo, levo o que dá, deixo o que con...