Não entendo muito de luz, geralmente ela me deixa confusa...mal posso enxergar, nem fora nem dentro.
Não suporto a escuridão, me falta o ar, o pulsar não.
Meia luz me dá sono.
Meio escuro me dá medo.
Muita luz só serve se eu a direcionar, voltada pra mim só traz dor.
A falta dela me leva em qualquer direção.
Um céu escuro com milhares de estrela,
um céu nublado com o sol bem escondido.
O que me assusta é a ausencia ou a presença?
Uma presença ausente ou uma ausencia que se torna presente.
Sentia o cheiro do sal, do mar, ouvia o som das ondas, sentia o sol beijar minha pele, o vento fazia dançar os meus cabelos. Não sei quanto tempo passou enquanto eu vivia, talvez 5 minutos ou 5 dias, estava serena e sentia paz, mas aos poucos ouvia um ruído que se tornava mais frequente e mais agudo, o vento gemia, abri os olhos lentamente, as ondas quebravam com força na areia, de repente a areia foi envolvida por uma corrente de ar que a fez girar e subir, pensei em levantar, tentar socorrer a areia ou talvez acalmar o mar, pensei em dizer palavras agradaveis para o vento, mas percebi que não fazia sentido, a natureza precisava ser e eu precisava me reter, dei três passos pra trás, sentei novamente, fiquei observando o caos, ele não precisava me envolver, voltei à minha serenidade.
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