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Mar de Vida

É como um oceano que me invade, que me alarga, me acalma, me embala, me desinstala. Me traz sua imensidão que combina perfeitamente com minha profundidade, me perco na sua infinidade, me afogo na sua complexidade, me encontro na sua personalidade, deu match no meu coração, na minha oração, na minha solidão, na minha composição, é canção, conexão, sensibilidade, docilidade, pedaço de mim completo em um outro eu, mais forte e mais capaz, voraz, nem de menos, nem de mais, é um encaixe que faz florescer, crescer, amanhecer, é luz, é calor, prazer, se não for amor é o que?

A espera que nos lança

Aqui escrevo trechos que, não se enganem, se escreveram por si No coração ainda há dor, mas há também a espera A espera de uma alma que corre, persevera São sentimentos em movimento Embora o corpo ainda esteja lento, é sedento Percorre o caminho e não vai sozinho No amor se lança No coração ainda há dor, mas há também a esperança

Uma volta em mim

Sentei no sofá, sentia um gosto amargo na boca, meu coração batia apressado como se soubesse que eu estava sentada porém desejando correr com a velocidade da dor, não uma dor qualquer, mas a minha dor, ela chega sem precisar da causa, é uma reação antes da ação. Mas dessa vez tinha causa sim, tínhamos brigado, uma briga sem discussão, sem gritos, sem barulho, barulho externo, porque meu interior estava numa algazarra tão grande que me sentia ficando louca. Levantei e sai porta a fora. Não fazia ideia de onde as minhas pernas estavam me levando, sentia vontade de chorar, mas as lágrimas estavam presas, assim como minha razão e minha sanidade. Quando ouvi o barulho do mar, parei, meus olhos se fixaram naquela imensidão, onde o mar e o céu se misturavam no mesmo azul infinito. Caminhei pela areia fina, aquele cheiro de sal de certa forma conseguia dar algum sabor a minha alma por algum tempo insossa. A água cobriu meu pés como se aquela pequena onda deslizasse sobre a areia, sentei, olhei...

Sobre o Amor...

Como posso reter algo em mim se o próprio Jesus Cristo se expõe a mim no Santíssimo Sacramento do Altar, se expõe para mim na hóstia Consagrada? Ele se expõe à mim, como não me expor também completamente ao Seu olhar e deixar que os raios do amor penetrem em mim? "Senhor, Te encontrei, como Te deixarei? Selaste em minha´lma, tocaste com Tua paz meu coração''

A miséria e a Misericórdia

Como posso esquecer-me que és Deus? Porque posso esquecer-me desse Teu amor que me faz mais eu? Porque me distraio tantas vezes, Senhor, com coisas que comparadas a Tua beleza se perdem? Como sou capaz de pemitir que tantas coisas, que não Tu, tomem o centro da minha vida e me ceguem? Quem pode explicar esse Amor? Não se pode, Senhor! Tu és mais, Tu és simples Não se pode explicar, mas se pode tocar! Miséria é a resposta para as perguntas Os lábios devem então calar-se, Senhor? A misericórdia os abrirá em louvor Felicidade, enfim, é o que permanece em mim Mas...e a miséria que sou não traz decepção? Não, só uma coisa respiro: Gratidão! A linguagem das almas Esposas, Jesus, gratidão!!!

Just

Quando eu era criança eu abraçava as pessoas achando que assim podia sarar as suas dores. Os meus medos eram reais, embora não o fossem, porque pra mim eles existiam. Eu transbordava sinceridade, chorava e ria alto sem me preocupar se incomodava ou não, eu era fiel ao meu coração e a tudo que eu sentia. Eu brincava como se a vida fosse feita só de diversão, eu corria e minha energia nunca acabava e eu achava que podia correr até o fim do mundo. Eu não entendia porque as coisas eram tão complicadas, tudo era tão simples pra minha inocência! Eu era muito sensível e tudo me machucava muito, eu chorava pelas minhas dores e muito mais ainda pelas dores dos outros. Eu etendia muito mais as coisas e vida do que hoje...

children's actions

Ainda lembro a primeira vez que percebi que amar em atos exigia uma renúncia de nós mesmos pelo melhor do outro. Decidi dar os melhores pães que tinha a um mendigo que bateu á porta com fome, e depois vi que não teria outros pães pra comer senão os piores que restaram.